Eis os vinte e dois livros selecionados:
http://www.publishnews.com.br/upload/download/FNLIJ_2010.pdf
25/05/2010
18/05/2010
16/05/2010
Proibição em lançamento de livro
Estive no lançamento de um livro em uma biblioteca municipal. Não foi um evento que surgiu de improviso, naturalmente. Portanto, a biblioteca sabia que iriam muitos autores da antologia e todos os seus convidados.Depois de uma hora no recinto, com várias pessoas fotografando para cá e para lá, pequei minha máquina (que é apenas uma semi-profissional bem compacta) e fiz duas fotos de tomada geral. Terceira foto, minha mãe, que autografava um livro. Quarta foto, meu marido, que também dava um autógrafo.
Nesse instante fui abordada pela responsável da biblioteca (me pergunto que cargo terá essa senhora...) que me disse, de dedo em riste, que era proibido fotografar no recinto. Imediatamente fui recolhendo a máquina e respondi “tudo bem, não fotografo mais”.
“Não. A senhora vai ter de deletar as fotos que tirou.”
Espanto!!! Nem na ditadura tive de retirar um rolo sequer da minha máquina para entregar para ninguém! O que era aquilo? Em frações de segundo me transportei para uma época que pensara vencida.
A senhora completou “A menos que assine um termo... blá blá blá...”
A essas horas eu já deletava minhas quatro fotos, garantindo para a mulher que não tiraria nenhuma foto no evento.
Imaginem só!!! Na verdade, não era proibido fotografar o lançamento daquele livro na Biblioteca Viriato Corrêa. O que existia era uma condição, uma restrição, para se poder fotografar!
Se o evento estava marcado desde o mês anterior e a casa iria encher – graças ao trabalho primoroso e profissional do editor da Andross, Edson Rossatto, que surpreendeu por sua capacidade, eficiência, bom humor e receptividade ao longo de todo o trabalho de edição do livro até o referido lançamento –, por que os participantes não foram logo no início do evento CONVIDADOS pela dita senhora (ou AVISADOS, mas de modo civilizado) a assinar um termo em que se comprometiam a não utilizar comercialmente suas fotos, podendo, a partir daí, fazer suas fotos à vontade?
Ah sim, teve uma peça teatral baseada em seis contos do livro, que foi representada pela "Cia Em Cena", em dois horários – lotando a sala das duas vezes! (Pena que não fotografei... várias cenas que teriam dado boas fotos!)
Há que prestigiar todas as iniciativas que atraiam as pessoas para as bibliotecas públicas. Atrair, receber bem, divulgar essas ações bem-sucedidas para que a leitura se propague cada vez mais.
Parabéns para aqueles que se empenharam para o sucesso daquele evento que, além de nos proporcionar momentos muito agradáveis, nos fez conhecer mais um espaço cultural que merece ser prestigiado.
14/05/2010
“Moedas para o Barqueiro”: contos fantásticos sobre a morte

Neste sábado, 15 de maio, será o lançamento do livro Moedas para o Barqueiro, uma antologia de contos fantásticos sobre a morte.
Será também apresentada a peça teatral Histórias de Caronte, com a Cia Em cena Ser, que adaptou seis contos do livro.
Confira a programação:
16h - peça teatral
Será também apresentada a peça teatral Histórias de Caronte, com a Cia Em cena Ser, que adaptou seis contos do livro.
Confira a programação:
16h - peça teatral
17h - lançamento com autógrafos do livro
18h - nova apresentação da peça teatral (ingressos distribuídos uma hora antes)
O lançamento será na Biblioteca Viriato Correa de Literatura Fantástica:
Rua Sena Madureira, 298
18h - nova apresentação da peça teatral (ingressos distribuídos uma hora antes)
O lançamento será na Biblioteca Viriato Correa de Literatura Fantástica:
Rua Sena Madureira, 298
Vila Mariana
São Paulo, SP
5573-4017
(próximo ao metrô Vila Mariana)
Estacionamentos próximos ao local:
Multipark – R. Domingos de Morais, 2010 (a 300 m)
Multipark – R. Domingos de Morais, 2010 (a 300 m)
Stock Park – R. Cel. Lisboa, 501 (a 200 m)
01/05/2010
O prazer da leitura
Entrevista com Fernando Savater, escritor e filósofo espanhol, catedrático de Ética na Universidade do País Basco.
29/04/2010
Alfabetização precoce
Acelerar a aprendizagem na esperança de uma melhor formação para o futuro é ilusão e equívoco de nossa parte - é o que nos explica Rosely Sayão:
Muitos pais de filhos com menos de seis anos andam afoitos para que estes se iniciem nas letras e nos números, aprendam conteúdos específicos na escola, tenham acesso a outra língua etc. Estudos mostram que essas crianças têm alta capacidade de aprender.
Muitas escolas, atentas a esse anseio, passaram a ofertar estímulos para a alfabetização precoce. Os pais, em geral, ficam satisfeitos com esse procedimento e orgulhosos das conquistas dos filhos. Mas essa atitude é boa para as crianças?
Nossa reflexão a esse respeito não pode se basear em estudos sobre vantagens e desvantagens da alfabetização antes dos seis anos. Tal discussão está posta há tempos e não permite conclusão, já que especialistas se dividem em posições opostas e se fundamentam em pesquisas científicas. Talvez o melhor caminho seja pensar em alguns efeitos da introdução precoce da leitura e da escrita.
O primeiro deles é que um bom número dessas crianças não aprende as letras e passa a apresentar o que se convencionou chamar de dificuldade de aprendizagem. Pasmem: muitos médicos têm recebido pais torturados cujos filhos com três, quatro ou cinco anos não acompanham os colegas em tal aprendizado.
Esse fenômeno ocorre porque nem toda criança se interessa por aprender a ler e a escrever o nome dos colegas ou simplesmente não está pronta para enfrentar o processo de alfabetização. Como a escola, em geral, não tem metodologia para lidar com grupos de alunos com diferenças de ritmos e de maturidade entre si, acaba por tratar a média como norma. Assim, crianças que não se situam nessa média costumam ser suspeitas de apresentar algum distúrbio de aprendizagem.
O segundo efeito da alfabetização precoce é que ela contribui para o desaparecimento da infância. Que crianças pequenas já carreguem grande parte do peso do mundo adulto porque não conseguimos mais protegê-las dele é fato. Mas colocá-las intencionalmente nesse mundo é bem diferente.
Até os seis anos, o mais importante é brincar livremente para desfrutar o que pode da primeira infância, que dura tão pouco. Claro que algumas se interessarão pelas letras espontaneamente. Que isso seja tratado como brincadeira, então. Acelerar a aprendizagem na esperança de uma melhor formação para o futuro é ilusão e equívoco de nossa parte.
Cabe aos pais e às escolas a defesa intransigente do direito que a criança tem de ter infância, já que tudo o mais conspira para o desaparecimento dessa fase. Nossas escolhas mostram se realizamos isso ou não.
Muitos pais de filhos com menos de seis anos andam afoitos para que estes se iniciem nas letras e nos números, aprendam conteúdos específicos na escola, tenham acesso a outra língua etc. Estudos mostram que essas crianças têm alta capacidade de aprender.
Muitas escolas, atentas a esse anseio, passaram a ofertar estímulos para a alfabetização precoce. Os pais, em geral, ficam satisfeitos com esse procedimento e orgulhosos das conquistas dos filhos. Mas essa atitude é boa para as crianças?
Nossa reflexão a esse respeito não pode se basear em estudos sobre vantagens e desvantagens da alfabetização antes dos seis anos. Tal discussão está posta há tempos e não permite conclusão, já que especialistas se dividem em posições opostas e se fundamentam em pesquisas científicas. Talvez o melhor caminho seja pensar em alguns efeitos da introdução precoce da leitura e da escrita.
O primeiro deles é que um bom número dessas crianças não aprende as letras e passa a apresentar o que se convencionou chamar de dificuldade de aprendizagem. Pasmem: muitos médicos têm recebido pais torturados cujos filhos com três, quatro ou cinco anos não acompanham os colegas em tal aprendizado.
Esse fenômeno ocorre porque nem toda criança se interessa por aprender a ler e a escrever o nome dos colegas ou simplesmente não está pronta para enfrentar o processo de alfabetização. Como a escola, em geral, não tem metodologia para lidar com grupos de alunos com diferenças de ritmos e de maturidade entre si, acaba por tratar a média como norma. Assim, crianças que não se situam nessa média costumam ser suspeitas de apresentar algum distúrbio de aprendizagem.
O segundo efeito da alfabetização precoce é que ela contribui para o desaparecimento da infância. Que crianças pequenas já carreguem grande parte do peso do mundo adulto porque não conseguimos mais protegê-las dele é fato. Mas colocá-las intencionalmente nesse mundo é bem diferente.
Até os seis anos, o mais importante é brincar livremente para desfrutar o que pode da primeira infância, que dura tão pouco. Claro que algumas se interessarão pelas letras espontaneamente. Que isso seja tratado como brincadeira, então. Acelerar a aprendizagem na esperança de uma melhor formação para o futuro é ilusão e equívoco de nossa parte.
Cabe aos pais e às escolas a defesa intransigente do direito que a criança tem de ter infância, já que tudo o mais conspira para o desaparecimento dessa fase. Nossas escolhas mostram se realizamos isso ou não.
19/04/2010
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