24/07/2020

Um livro para as crianças imitarem os animais


Este é um livro bem legal para estes tempos, em que as crianças estão em casa e com uma necessidade louca de se movimentar e inventar brincadeiras novas. 😛 🙋 🙆 🙌

Estou falando do Curumim Abaré imitando os animais:



Todo mundo vai se divertir, fazendo movimentos diferentes e desafiadores imitando diversos animais.


 

Vai ser um tal de rastejar, pular, andar em ziguezague, se agachar...


Os textos são curtos e as ilustrações são da conhecida ilustradora Claudia Ramos.




Imitar é algo natural nas crianças, que observam, reproduzem, interiorizam e criam a partir do que vêem e experimentam. Isso você sabe. 😊 

E você também sabe que explorar os movimentos corporais contribui para o desenvolvimento motor. 😄 

Ah, e outra coisa que todos sabemos: ler é gostoso e nos dá asas pra voar! 😉




Então, bora clicar aqui pra receber o livro na sua casa?  😍



21/11/2013

O hífen nos compostos e locuções

O hífen nas locuções: Não se emprega o hífen nas locuções, sejam elas substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, salvo algumas exceções já consagradas pelo uso, como: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa. Portanto, não se usa hífen nas seguintes locuções: a)SUBSTANTIVAS: cão de guarda, fim de semana, sala de jantar, pau a pique, alma danada, boca de fogo, burro de carga, juiz de paz, oficial de dia, general de divisão, folha de flandres, camisa de vênus, ponto e vírgula, calcanhar de aquiles, fogo de santelmo, cafundó de judas, arco e flecha, comum de dois. b)ADJETIVAS: cor de açafrão, cor de café com leite, cor de vinho, à toa, sem fim (dúvidas sem fim), às direitas(pessoas às direitas), tuta e meia. c)PRONOMNAIS: cada um, ele próprio, nós mesmos, quem quer que seja. d)ADVERBIAIS: à parte (note-se o substantivo aparte), à vontade, de mais (locução que se contrapõe a de menos; note-se demais, advérbio, conjunção etc.), depois de amanhã, em cima, por isso, à toa, tão somente, a olhos vistos, de repente. e)PREPOSITIVAS: abaixo de, acerca de, acima de, a fim de, a par de, à parte de, apesar de, aquando de, debaixo de, enquanto a, por baixo de, por cima de, quanto a. f)CONJUNCIONAIS: a fim de que, ao passo que, contanto que, logo que, por conseguinte, visto que. Obs.: pelo espírito do acordo, as locuções com valor de substantivo devem ser grafadas sem hífen: deus nos acuda, salve-se quem puder, um faz de contas, um disse me disse, um maria vai com as outras(sem vontade própria ou teleguiado), bumba meu boi, tomara que caia. Da mesma forma são escritas sem hífen locuções como: à toa (adjetivo e advérbio), arco e flecha, calcanhar de Aquiles, general de divisão, tão somente, ponto e vírgula. Fonte: http://lingua-agem.blogspot.com.br/2011/03/novo-acordo-ortografico-o-hifen-nos.html

05/12/2012

Cecília Meireles

Programa da TV BRASIL, apresentado por Ancelmo Gois e Vera Barroso, sobre Cecília Meireles.

Participam deste programa a escritora Laura Sandroni, a compositora Sueli Costa e ainda não gravados o professor de Literatura e acadêmico Antonio Carlos Secchin e a poetisa Elisa Lucinda.



01/10/2011

Com tablets, empréstimo de livros virtuais é desafio para bibliotecas


Com a popularização dos tablets, o empréstimo de livros virtuais virou um desafio para as bibliotecas. Foto: Getty Images Com a popularização dos tablets, o empréstimo de livros virtuais virou um desafio para as bibliotecas

Com a popularização dos e-readers (leitores eletrônicos) entre alunos, o empréstimo de livros nas escolas brasileiras passa por um processo de adaptação. Colégios públicos e particulares investem e incentivam o uso de tablets e similares, e os estudantes começam a se familiarizar com a leitura de textos virtuais em dispositivos portáteis. Mas como as bibliotecas estão lidando com essa nova plataforma de leitura?

Na 15ª Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, ocorrida no início de setembro, dois dias foram dedicados à discussão do papel da biblioteca no empréstimo de e-books, da democratização no acesso à leitura e dos desafios impostos com o surgimento de novas tecnologias, um cenário inimaginável há menos de duas décadas, quando existiam poucos aparelhos e eles ainda eram grandes e caros.

Conforme explica o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, há duas linhas principais em estudo que se apresentam como possibilidades para implantação de uma biblioteca para empréstimo de e-books no Brasil. "Uma delas, que vigora na Europa e nos Estados Unidos, indica o empréstimo de livros que são baixados e, depois de alguns dias, desaparecem do suporte utilizado, fazendo com que termine o prazo de uso. A outra se daria por meio do ciberespaço, da chamada 'nuvem'. Dentro desse conceito, os livros ficariam em uma rede disponível a todos e o leitor não chega a baixar os arquivos. Neste caso, haveria a necessidade de pagar uma mensalidade para que o usuário acessasse as obras".

Desde o dia 5 de setembro de 2011, a Gol Editora já disponibiliza uma biblioteca virtual no endereço www.nuvemdelivros.com.br. "Temos dados que nos propiciam fazer uma biblioteca em nuvem no Brasil, e fazendo com que isso seja popular. O País é o terceiro mercado de computadores do mundo e tem a quinta maior planta de celulares, com mais aparelhos do que habitantes. Esses são fatores que favorecem a implantação de uma rede para a leitura virtual", afirma Jonas Suassuna, presidente do grupo, que pretende disponibilizar seis mil obras a partir de outubro ao custo de R$ 0,99 por semana.

Esse modelo, no entanto, não é unanimidade. "O Brasil é um muito País muito grande e com peculiaridades bem distintas em cada região. Creio que para alcançarmos a tão falada inclusão digital, o ideal seria que o empréstimo de livros virtuais fosse gratuito, como nas bibliotecas convencionais", detalha a professora do curso de biblioteconomia da Universidade Federal de Brasília (UnB), Mônica Regina Perez.

Os piratas do Brasil

Segundo dados da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos, quase 200 mil downloads ilegais de livros foram realizados no País nos últimos dois anos por meio de 50 mil links "alternativos". "Na França, em 2010, o número de livros pirateados foi de, no máximo, 3%. Ou seja, existe segurança para que o empréstimo e a comercialização não sejam irregulares", comenta Amorim.

Sócia-proprietária do site de hospedagem e gerenciamento virtual de livros Alexandria Online, Raquel Mattes acredita que o download ilegal é "uma resposta ao preço caríssimo das obras". "Durante o governo Lula, os livros foram desonerados de qualquer imposto e, mesmo assim, os preços não baixaram. Esse tipo de pirataria só pode ser combatida quando tivermos preços acessíveis à população", diz.
Para Suassuna, a utilização da nuvem seria uma forma de combater a pirataria, já que não é possível baixar o livro e, assim, não daria para copiá-lo.

Livros na rede sem qualquer custo

Enquanto se discute a melhor forma de distribuição do conteúdo, projetos como o Domínio Público (www.dominiopublico.gov.br), do governo federal, que disponibiliza, por exemplo, a obra completa de Machado de Assis, e o Gutenberg (www.gutenberg.org), em inglês, que busca a democratização da leitura por meio da distribuição gratuita de livros em formato digital, ganham espaço. Em ambos os casos, são colocados à disposição do internauta obras cujos direitos autorais já estão liberados para uso.

Com uma proposta um pouco diferente, o Scridb (pt.scribd.com) se anuncia como "o maior clube do livro do planeta". Nele, o leitor compartilha textos com outras pessoas e pode, assim como nos sites já citados, encontrar algumas obras de livre circulação. O problema segue sendo as obras "fechadas", cujo interesse econômico por trás ainda vigora.

Empreste um livro para um amigo

Para esses casos, ainda existe a possibilidade de uma troca entre amigos, que segue viva nas plataformas virtuais. O mais popular leitor de e-books da atualidade, o Kindle, da Amazon, permite o empréstimo de livros virtuais desde novembro do ano passado. O processo é feito de um equipamento para o outro. O usuário que empresta fica 14 dias sem acesso à obra para que o amigo possa ler. Depois desse tempo, ela é bloqueada para quem pegou emprestado e "devolvida" ao dono. Processo muito semelhante a um empréstimo de um livro de papel.

Independentemente da postura adotada, o importante é procurar uma adequação às mudanças que a tecnologia impõe ao hábito de ler. "A biblioteca precisa buscar alternativas para se adaptar a esse processo. A tecnologia está disponível em qualquer lugar e a qualquer momento, e não necessariamente onde está a biblioteca. Logo, ela não pode mais esperar que o usuário vá até a instituição para buscar títulos ou realizar pesquisas, ela precisa ir onde o leitor estiver, disponibilizado obras raras e coleções exclusivas, para atrair o mesmo", ressalta o professor de tecnologia da informação da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Antônio Luiz Mattos.

A biblioteca da Ufes já começou a selecionar obras para compor seu acervo de livros virtual.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5378184-EI8266,00-Com%20tablets%20emprestimo%20de%20livros%20virtuais%20e%20desafio%20para%20bibliotecas.html

28/09/2011

Blog da Sorbonne inaugura série de entrevistas com escritores brasileiros

O blog Estudos Lusófonos, coordenado pelo mapeado José Leonardo Tonus (professor de literatura brasileira na Sorbonne – Paris IV), acaba de inaugurar a seção Um dedo de prosa, dedicada à literatura brasileira contemporânea. A estreia da série fica por conta do escritor mineiro Luiz Ruffato.

A cada mês será disponibilizada uma entrevista com um autor brasileiro, que falará sobre sua obra e sobre a produção literária contemporânea. As entrevistas também serão acompanhadas por um dossiê bibliográfico.

Entre os escritores que já foram entrevistados para o blog estão Elvira Vigna, Maria José Silveira, Paloma Vidal, Maria Valéria Resende e Fernando Paixão.

Fonte: http://conexoesitaucultural.org.br/?p=3161

09/09/2010

Biblioteca Digital de Literatura

A Biblioteca Digital oferece textos literários em versão integral.

São obras do Brasil e de Portugal, nas melhores edições disponíveis.

Além da consulta a essas obras digitalizadas, oferece grande quantidade de autores e de títulos.

Pode-se pesquisar autores, datas de publicação, editoras, gênero das obras etc.

Até o momento, a biblioteca digital conta com mais de setecentos títulos e o banco de dados, com 63645 obras e 16375 autores.

Exemplo de busca de autores.

30/07/2010

A quantas anda o mercado livreiro

Mercado
Maria Fernanda Rodrigues

PublishNews – 29/07/2010

O Brasil tem mais de 5 mil municípios e menos de 3 mil livrarias. Dá uma média de uma livraria para cada 64.255 habitantes. A região Sudeste é a que concentra o maior número de livrarias (56%) e São Paulo é o estado com mais lojas – são 864. O Norte está na lanterna e caindo ainda mais de 2006 para cá. Concentra 3% das livrarias e o Amapá tem apenas 15 unidades. Esses números constam da segunda edição do Diagnóstico do Setor Livreiro 2009 da Associação Nacional de Livrarias – o primeiro foi feito em 2006.

Para Vitor Tavares, presidente da entidade, essa discrepância diminuiria caso existissem mais livrarias independentes no país. “Precisamos de uma política de incentivo à abertura de novas livrarias independentes”, disse. Mas logo vem outro dado preocupante: 67% das independentes com uma única loja faturam até R$ 350 mil. Se 60% desse valor é basicamente gasto em compra de livro, calcula…

Mas o mercado livreiro está empregando mais: em 2009, 32.601 pessoas estavam empregadas formalmente. Além delas, outras 6.055 trabalhavam temporariamente nas livrarias. Em 2006, eram 27.790 empregos permanentes. Cada vez mais, as livrarias vendem outros tipos de produtos. CDs e DVDs já eram respostas esperadas – 53% das lojas têm espaço para eles. O mais curioso é que 32% dos que responderam ao questionário oferecem artigos religiosos. Livros infantis e juvenis são os mais vendidos.

Apesar de muitos venderem pela internet (44%), essas vendas representam, no máximo, 5% do total. Quanto ao faturamento, a maior parte (38%) registra o valor de até R$ 350 mil, número puxado pelas livrarias independentes. Outros 24% faturam de R$ 600 mil a R$ 1,2 mi e apenas 1% conseguiu a proeza de faturar entre 9,6 mi e 20 mi.

A pesquisa foi respondida por cerca de 600 das 2.980 livrarias identificadas pela ANL e mostrou também, de acordo com seu presidente, que as livrarias estão caminhando para se tornar prestadoras de serviço e já começam a se preocupar em oferecer mais aos clientes, como café e auditório para eventos.

Confira alguns destaques do relatório

Porte das livrarias segundo número de lojas
A maioria das livrarias (63%) tem apenas uma loja e 6% afirmaram estar no grupo dos que têm entre 101 e 200 lojas (máximo).

Faturamento
A maior parte das livrarias (38%) fatura até R$ 350 mil; 24% de 600 mil a 1,2 mi; 17% de R$ 350 mil a R$ 600 mil. Apenas 1% dos que responderam tem faturamento entre R$ 9,6 mi e R$ 20 mi.

Distribuição de livrarias por região
Todas as regiões brasileiras viram um ligeiro aumento na concentração de livrarias em comparação com a pesquisa de 2006. As únicas exceções foram o Nordeste, que antes tinha 20% e agora tem apenas 12% das livrarias do país, e o Norte, que caiu de 5% para 3%. Sudeste e Sul continuam liderando, com 56% e 19% respectivamente. Em 2006, os números eram os seguintes: 53% e 15%. São Paulo é o estado com a maior concentração de livrarias – são 864. Na sequência, estão Rio, com 298, Minas, com 268 e Rio Grande do Sul, com 238. No Amapá, são apenas 15 livrarias.

Empregos
Em 2009, 32.601 pessoas estavam empregadas formalmente no mercado livreiro. Além delas, outras 6.055 trabalhavam temporariamente nas livrarias. Em 2006, eram 27.790 empregos permanentes.

Produtos comercializados
Além dos tradicionais livros, 53% oferecem CD e DVD, 43% livros importados, 34% material de papelaria, 32% artigos religiosos, 31% presentes, 24% material de informática e eletrônicos, 18% brinquedos e 7% livros raros.

Tipos de livros comercializados
Nesta área da pesquisa, as livrarias puderam escolher mais de uma opção, por isso a soma não dá 100%. Livros infantis, juvenis, de educação básica/pedagogia e de psicologia são os que mais vendem no Brasil. Em último lugar estão obras de informática e de idiomas.

Veja a relação completa:

Literatura infantil – 74%
Literatura juvenil – 69%
Educação básica e pedagogia – 64%
Psicologia – 62%
Ciências humanas e sociais – 57%
Geografia, história, filosofia – 53%
Paradidáticos – 52%
Literatura geral – 48%
Arte, lazer e esporte – 46%
Religiosos – 46%
Auto ajuda e esotéricos – 46%
Ciências econômicas, administração de empresas – 45%
Didáticos – 44%
Jurídicos – 41%
Ciência exatas e tecnológicas – 39%
Generalidades – 38%
Ciências médicas e biológicas – 38%
Idiomas – 37%
Informática – 35%
Outros – 32%

Livrarias enquadradas no Regime Tributário Simples Federal
Pouco menos da metade das livrarias (45%) está enquadrada no Regime Tributário Simples Federal, ou seja, fatura até R$ 2,4 milhões.

Importação
A maioria (64%) não importa livros.

Livrarias que vendem pela Internet
Para essa questão o resultado foi equilibrado. 56% não vendem enquanto 44% já entraram no e-commerce. Apesar do avanço das vendas pela Internet, o percentual dessas vendas no faturamento total das livrarias é pouco significativo. Um total de 64% das livrarias afirma que essas vendas são responsáveis por no máximo 5% do seu faturamento total.

Livrarias independentes
86% das livrarias independentes têm apenas uma loja. Sul e sudeste lideram a concentração dessas lojas. A maioria não vende pela internet. O faturamento das livrarias com apenas uma loja é distribuído assim: até R$ 350 mil (67%), de R$ 350 mil a R$ 600 mil (17%), de R$ 600 mil a R$ 1,2 milhão (10%), de R$ 1,2 a R$ 2,4 milhões (5%), de R$ 2,4 a R$ 4,8 milhões (1%).
Já as que possuem duas lojas faturaram até R$ 350 mil (27%), de R$ 350 a R$ 600 mil (8%), de R$ 600 mil a R$ 1,2 milhão (38%), de R$ 1,2 a R$ 2,4 milhões (15%), de R$ 2,4 a R$ 4,8 milhões (12%).

12/07/2010

De Aquilino a Matilde, um mundo português de livros para crianças

Artigo no jornal O Público, a propósito da perda da escritora Matilde Rosa Araújo:

Há muitos livros para crianças e ocupam cada vez mais espaço nos catálogos das editoras, mas nem todos são literatura. Alguns nomes ficam. Matilde, por exemplo.

Leia na íntegra: http://jornal.publico.pt/noticia/07-07-2010/de-aquilino-a-matilde-um-mundo-portugues-de-livros-para-criancas-19774601.htm

27/06/2010

Livro de José Saramago para crianças narrado por ele

Veja e escute uma bonita versão do livro A Maior Flor do Mundo (ilustrações de João Caetano, editado pela Caminho), na voz de Saramago.

25/05/2010

Prêmio FNLIJ 2010

Eis os vinte e dois livros selecionados:

http://www.publishnews.com.br/upload/download/FNLIJ_2010.pdf

16/05/2010

Proibição em lançamento de livro

Estive no lançamento de um livro em uma biblioteca municipal. Não foi um evento que surgiu de improviso, naturalmente. Portanto, a biblioteca sabia que iriam muitos autores da antologia e todos os seus convidados.

Depois de uma hora no recinto, com várias pessoas fotografando para cá e para lá, pequei minha máquina (que é apenas uma semi-profissional bem compacta) e fiz duas fotos de tomada geral. Terceira foto, minha mãe, que autografava um livro. Quarta foto, meu marido, que também dava um autógrafo.

Nesse instante fui abordada pela responsável da biblioteca (me pergunto que cargo terá essa senhora...) que me disse, de dedo em riste, que era proibido fotografar no recinto. Imediatamente fui recolhendo a máquina e respondi “tudo bem, não fotografo mais”.

“Não. A senhora vai ter de deletar as fotos que tirou.”

Espanto!!! Nem na ditadura tive de retirar um rolo sequer da minha máquina para entregar para ninguém! O que era aquilo? Em frações de segundo me transportei para uma época que pensara vencida.

A senhora completou “A menos que assine um termo... blá blá blá...”

A essas horas eu já deletava minhas quatro fotos, garantindo para a mulher que não tiraria nenhuma foto no evento.

Imaginem só!!! Na verdade, não era proibido fotografar o lançamento daquele livro na Biblioteca Viriato Corrêa. O que existia era uma condição, uma restrição, para se poder fotografar!

Se o evento estava marcado desde o mês anterior e a casa iria encher – graças ao trabalho primoroso e profissional do editor da Andross, Edson Rossatto, que surpreendeu por sua capacidade, eficiência, bom humor e receptividade ao longo de todo o trabalho de edição do livro até o referido lançamento –, por que os participantes não foram logo no início do evento CONVIDADOS pela dita senhora (ou AVISADOS, mas de modo civilizado) a assinar um termo em que se comprometiam a não utilizar comercialmente suas fotos, podendo, a partir daí, fazer suas fotos à vontade?

Ah sim, teve uma peça teatral baseada em seis contos do livro, que foi representada pela "Cia Em Cena", em dois horários – lotando a sala das duas vezes! (Pena que não fotografei... várias cenas que teriam dado boas fotos!)

Há que prestigiar todas as iniciativas que atraiam as pessoas para as bibliotecas públicas. Atrair, receber bem, divulgar essas ações bem-sucedidas para que a leitura se propague cada vez mais.
Parabéns para aqueles que se empenharam para o sucesso daquele evento que, além de nos proporcionar momentos muito agradáveis, nos fez conhecer mais um espaço cultural que merece ser prestigiado.


14/05/2010

“Moedas para o Barqueiro”: contos fantásticos sobre a morte


Neste sábado, 15 de maio, será o lançamento do livro Moedas para o Barqueiro, uma antologia de contos fantásticos sobre a morte.

Será também apresentada a peça teatral Histórias de Caronte, com a Cia Em cena Ser, que adaptou seis contos do livro.

Confira a programação:
16h - peça teatral
17h - lançamento com autógrafos do livro
18h - nova apresentação da peça teatral (ingressos distribuídos uma hora antes)

O lançamento será na Biblioteca Viriato Correa de Literatura Fantástica:
Rua Sena Madureira, 298
Vila Mariana
São Paulo, SP
5573-4017
(próximo ao metrô Vila Mariana)

Estacionamentos próximos ao local:
Multipark – R. Domingos de Morais, 2010 (a 300 m)

Stock Park – R. Cel. Lisboa, 501 (a 200 m)

01/05/2010

O prazer da leitura

Entrevista com Fernando Savater, escritor e filósofo espanhol, catedrático de Ética na Universidade do País Basco.

29/04/2010

Alfabetização precoce

Acelerar a aprendizagem na esperança de uma melhor formação para o futuro é ilusão e equívoco de nossa parte - é o que nos explica Rosely Sayão:

Muitos pais de filhos com menos de seis anos andam afoitos para que estes se iniciem nas letras e nos números, aprendam conteúdos específicos na escola, tenham acesso a outra língua etc. Estudos mostram que essas crianças têm alta capacidade de aprender.

Muitas escolas, atentas a esse anseio, passaram a ofertar estímulos para a alfabetização precoce. Os pais, em geral, ficam satisfeitos com esse procedimento e orgulhosos das conquistas dos filhos. Mas essa atitude é boa para as crianças?

Nossa reflexão a esse respeito não pode se basear em estudos sobre vantagens e desvantagens da alfabetização antes dos seis anos. Tal discussão está posta há tempos e não permite conclusão, já que especialistas se dividem em posições opostas e se fundamentam em pesquisas científicas. Talvez o melhor caminho seja pensar em alguns efeitos da introdução precoce da leitura e da escrita.

O primeiro deles é que um bom número dessas crianças não aprende as letras e passa a apresentar o que se convencionou chamar de dificuldade de aprendizagem. Pasmem: muitos médicos têm recebido pais torturados cujos filhos com três, quatro ou cinco anos não acompanham os colegas em tal aprendizado.

Esse fenômeno ocorre porque nem toda criança se interessa por aprender a ler e a escrever o nome dos colegas ou simplesmente não está pronta para enfrentar o processo de alfabetização. Como a escola, em geral, não tem metodologia para lidar com grupos de alunos com diferenças de ritmos e de maturidade entre si, acaba por tratar a média como norma. Assim, crianças que não se situam nessa média costumam ser suspeitas de apresentar algum distúrbio de aprendizagem.

O segundo efeito da alfabetização precoce é que ela contribui para o desaparecimento da infância. Que crianças pequenas já carreguem grande parte do peso do mundo adulto porque não conseguimos mais protegê-las dele é fato. Mas colocá-las intencionalmente nesse mundo é bem diferente.

Até os seis anos, o mais importante é brincar livremente para desfrutar o que pode da primeira infância, que dura tão pouco. Claro que algumas se interessarão pelas letras espontaneamente. Que isso seja tratado como brincadeira, então. Acelerar a aprendizagem na esperança de uma melhor formação para o futuro é ilusão e equívoco de nossa parte.

Cabe aos pais e às escolas a defesa intransigente do direito que a criança tem de ter infância, já que tudo o mais conspira para o desaparecimento dessa fase. Nossas escolhas mostram se realizamos isso ou não.